
Vinte anos se passaram que hoje se recordam com pompa e circuntância, que nos fazem pensar em tanta coisa, tantos acontecimentos que de tempos longínquos chegam até nós, contados por homens que, dizem, os viveram, estiveram presentes, assistiram, gritaram de contentes, choraram de alegria, viveram com tristeza que os fez chorar, ideais perdidos, verdades encontradas, coragens demonstradas, cobardias escondidas, relatos reais, relatos fantasiados, desesperos e revoltas, de seguranças que ficaram para trás, mais tragédia a juntar-se a tragédias já existentes, e mais... muito mais.
Não percebo nada, mas mesmo nada de política, e afirmo que só tenho um desejo: o bom entendimento entre todos os povos do mundo, acabar com a ganância que destrói o ser humano... a corrupção que vemos grassar cada vez mais... o cair dos muros que se levantaram e levantam aqui e ali, começando pelos nossos muros interiores que não somos capazes de destruir, porque queremos preservar a nossa intimidade, a nossa vida, a vida dos nossos e que erguemos a todo o custo para que eles tenham uma vida, muitas vezes, como nós não tivemos.
Não serão estes a causa maior que faz aparecer e crescer os outros muros?
Somos seres habituados a viver entre muros... a fechar portas e janelas e só nos sentimos bem quando o melhor que temos é o isolamento em que vivemos, deixando entrar só alguns, aqueles em quem confiamos mais.
Apesar disso temos sempre na nossa frente a desconfiança do outro.
Os muros que se destróiem quantas vezes fazem erguer outros com que não contávamos nem pensávamos ter de erguer!?
E isto não é de agora, nem de há vinte ou quarenta anos, está dentro de cada um de nós como um castigo de algo que desconhecemos...
Não percebo nada, mas mesmo nada de política, e afirmo que só tenho um desejo: o bom entendimento entre todos os povos do mundo, acabar com a ganância que destrói o ser humano... a corrupção que vemos grassar cada vez mais... o cair dos muros que se levantaram e levantam aqui e ali, começando pelos nossos muros interiores que não somos capazes de destruir, porque queremos preservar a nossa intimidade, a nossa vida, a vida dos nossos e que erguemos a todo o custo para que eles tenham uma vida, muitas vezes, como nós não tivemos.
Não serão estes a causa maior que faz aparecer e crescer os outros muros?
Somos seres habituados a viver entre muros... a fechar portas e janelas e só nos sentimos bem quando o melhor que temos é o isolamento em que vivemos, deixando entrar só alguns, aqueles em quem confiamos mais.
Apesar disso temos sempre na nossa frente a desconfiança do outro.
Os muros que se destróiem quantas vezes fazem erguer outros com que não contávamos nem pensávamos ter de erguer!?
E isto não é de agora, nem de há vinte ou quarenta anos, está dentro de cada um de nós como um castigo de algo que desconhecemos...



